Da janela onde estou
eu vejo uma estrelinha.
Única, pisca pisca luz.
Tão distante e sozinha,
longe feito você e eu.
Longe
...tão.
Vejo a estrelinha
e imagino a distância encurtar.
Agora tenho uma estrela na mão
e você do meu lado
já nem sei quem brilha mais.
Aperto, bem junto
e deixo a estrela ir embora,
te sinto mais um pouco
mas pode ir se for...
Da janela onde estou
eu vejo uma estrelinha
ela te olha de longe,
e eu também
mas pensando bem
estrelinha é você,
luz minha.
sábado, 30 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
851
alharrip
arrub
ehcerc
atoidi
litnafni
açnairc
licebmi
aneuqep
acitétap
aminím
alucídir
acsot
acabab
zapacni
oiráçreb
nac reven uoy
lliw reven uoy dna
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Tempestade em copo d'água
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Give Peace A Chance
Derek: Ask most surgeons why they became surgeons and they usually tell you the same thing. It was for the high, the rush, the thrill that comes from cutting someone open and saving their life. For me it was different, maybe it was because I grew up in a house with four sisters. No, definitely because I grew up in a house with four sisters because it was the quiet that drew me to surgery. The operating room is a quiet place. Peaceful. It has to be in order for us to stay alert, anticipate complications. When you stand in the OR, your patient open on the table, all the world's noise, all the worry that it brings disappears. A calm settles over you, time passing without thought. For that moment, you feel completely at peace. (...)
Derek: Isaac, if I get in there and find it's too dangerous to remove, the responsable thing is to close you back up.
Isaac: No, don't close me up. If you get in and it's too complicated, cut the cord. Paralyze me if you must. I survived a war, did you know that? I survived a war where they put bodies in to mass graves where there was once a playground. I survived the death of my family, my parents, my brothers and sisters. Then I survived the death of my wife and child when they starved to death in a refugee camp. I survived the loss of my country, of hearing my mother tongue spoken, of knowing what it feels like to have a place to call home. I survived. And I will survive the loss of my legs. If I have to, I'll survive it. Ok? But Derek...
Derek: Yes?
Isaac: There is always a way when things look like there's no way. There's a way to do the impossible, to survive the insurvivable. There's always a way. And you, you and I have this in common. We're inspired. In the face of the impossible, we're inspired. So if I can offer one piece of advice to the world's foremost neuro surgeon... Today, if you become frightened, instead... become inspired. (...)
Derek: Ask most surgeons why they became surgeons and they usually tell you the same thing. The high, the rush, the thrill of the cut. For me it was the quiet. Peace isn't a permanent state. It exists in moments. Fleeting. Gone before we knew it was there. We can experience it at any time, in a stranger's act of kindness, a task that requires complete focus or simply the comfort of an old routine. Everyday we all experience these moments of peace. The trick is to know when they're happening so that we can embrace them, live in them. And finally let them go.
Give Peace a Chance,
7º episódio da 6ª temporada de Grey's Anatomy.
Derek: Isaac, if I get in there and find it's too dangerous to remove, the responsable thing is to close you back up.
Isaac: No, don't close me up. If you get in and it's too complicated, cut the cord. Paralyze me if you must. I survived a war, did you know that? I survived a war where they put bodies in to mass graves where there was once a playground. I survived the death of my family, my parents, my brothers and sisters. Then I survived the death of my wife and child when they starved to death in a refugee camp. I survived the loss of my country, of hearing my mother tongue spoken, of knowing what it feels like to have a place to call home. I survived. And I will survive the loss of my legs. If I have to, I'll survive it. Ok? But Derek...
Derek: Yes?
Isaac: There is always a way when things look like there's no way. There's a way to do the impossible, to survive the insurvivable. There's always a way. And you, you and I have this in common. We're inspired. In the face of the impossible, we're inspired. So if I can offer one piece of advice to the world's foremost neuro surgeon... Today, if you become frightened, instead... become inspired. (...)
Derek: Ask most surgeons why they became surgeons and they usually tell you the same thing. The high, the rush, the thrill of the cut. For me it was the quiet. Peace isn't a permanent state. It exists in moments. Fleeting. Gone before we knew it was there. We can experience it at any time, in a stranger's act of kindness, a task that requires complete focus or simply the comfort of an old routine. Everyday we all experience these moments of peace. The trick is to know when they're happening so that we can embrace them, live in them. And finally let them go.
Give Peace a Chance,
7º episódio da 6ª temporada de Grey's Anatomy.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
I Always Feel Like Somebody's Watching Me
"Paranoia gives you an edge in the OR. Surgeons play out worst-case scenarios in their heads. You're ready to close, you got the bleeder. You know it, but there's that voice in your head asking: what if you didn't? What if the patient dies and you could have prevented it? So you check your work one more time before you close. Paranoia is a surgeon's best friend. (...) We're all susceptible to it, the dread and anxiety of not knowing what's coming. It's pointless in the end, because all the worrying and the making of plans for things that could or could not happen, it only makes things worse. So walk your dog or take a nap. Just whatever you do, stop worrying. Because the only cure for paranoia is to be here, just as you are."
(Meredith Grey)
I Always Feel Like Somebody's Watching Me,
3º episódio da 6ª temporada de Grey's Anatomy.
(Meredith Grey)
I Always Feel Like Somebody's Watching Me,
3º episódio da 6ª temporada de Grey's Anatomy.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Os Objetos
“ (...) — E este anjinho? O que significa este anjinho?
Com a ponta da agulha ela tentava desobstruir o furo da conta de coral. Franziu as sobrancelhas.
— É um anjo, ora.
— Eu sei. Mas para que serve? — insistiu. E apressando-se antes de ser interrompido: — Veja, Lorena, aqui na mesa este anjinho vale tanto quanto o peso de papel sem papel ou aquele cinzeiro sem cinza, quer dizer, não tem sentido nenhum. Quando olhamos para as coisas, quando tocamos nelas é que começam a viver como nós, muito mais importantes do que nós, porque continuam. O cinzeiro recebe a cinza e fica cinzeiro, o vidro pisa o papel e se impõe, esse colar que você está enfiando... É um colar ou um terço?
— Um colar.
— Podia ser um terço?
— Podia.
— Então é você que decide. Esse anjinho não é nada, mas se toco nele vira anjo mesmo, com funções de anjo. — Segurou-o com força pelas asas. — Quais são as funções de um anjo?
Ela deixou cair na caixa a conta obstruída e escolheu outra. Experimentou o furo com a ponta da agulha.
— Sempre ouvi dizer que o anjo é o mensageiro de Deus.
— Tenho uma mensagem para Deus — disse ele e encostou os lábios na face da imagem. Soprou três vezes, cerrou os olhos e moveu os lábios murmurejantes. Tateou-lhe as feições como um cego. — Pronto, agora sim, agora é um anjo vivo.
— E o que foi que você disse a ele?
— Que você não me ama mais.
Ela ficou imóvel, olhando. Inclinou-se para a caixinha de contas.
— Adianta dizer que não é verdade?
— Não, não adianta. — Colocou o anjo na mesa. E apertou os olhos molhados de lágrimas, de costas para ela e inclinado para o abajur. — Veja, Lorena, veja... Os objetos só têm sentido quando têm sentido, fora disso... Eles precisam ser olhados, manuseados. Como nós. Se ninguém me ama, viro uma coisa ainda mais triste do que essas, porque ando, falo, indo e vindo como uma sombra, vazio, vazio. É o peso de papel sem papel, o cinzeiro sem cinza, o anjo sem anjo, fico aquela adaga ali fora do peito. Para que serve uma adaga fora do peito? (...). ”
Trecho de Os Objetos, da escritora Lygia Fagundes Telles, em seu livro de contos Antes do Baile Verde.
Com a ponta da agulha ela tentava desobstruir o furo da conta de coral. Franziu as sobrancelhas.
— É um anjo, ora.
— Eu sei. Mas para que serve? — insistiu. E apressando-se antes de ser interrompido: — Veja, Lorena, aqui na mesa este anjinho vale tanto quanto o peso de papel sem papel ou aquele cinzeiro sem cinza, quer dizer, não tem sentido nenhum. Quando olhamos para as coisas, quando tocamos nelas é que começam a viver como nós, muito mais importantes do que nós, porque continuam. O cinzeiro recebe a cinza e fica cinzeiro, o vidro pisa o papel e se impõe, esse colar que você está enfiando... É um colar ou um terço?
— Um colar.
— Podia ser um terço?
— Podia.
— Então é você que decide. Esse anjinho não é nada, mas se toco nele vira anjo mesmo, com funções de anjo. — Segurou-o com força pelas asas. — Quais são as funções de um anjo?
Ela deixou cair na caixa a conta obstruída e escolheu outra. Experimentou o furo com a ponta da agulha.
— Sempre ouvi dizer que o anjo é o mensageiro de Deus.
— Tenho uma mensagem para Deus — disse ele e encostou os lábios na face da imagem. Soprou três vezes, cerrou os olhos e moveu os lábios murmurejantes. Tateou-lhe as feições como um cego. — Pronto, agora sim, agora é um anjo vivo.
— E o que foi que você disse a ele?
— Que você não me ama mais.
Ela ficou imóvel, olhando. Inclinou-se para a caixinha de contas.
— Adianta dizer que não é verdade?
— Não, não adianta. — Colocou o anjo na mesa. E apertou os olhos molhados de lágrimas, de costas para ela e inclinado para o abajur. — Veja, Lorena, veja... Os objetos só têm sentido quando têm sentido, fora disso... Eles precisam ser olhados, manuseados. Como nós. Se ninguém me ama, viro uma coisa ainda mais triste do que essas, porque ando, falo, indo e vindo como uma sombra, vazio, vazio. É o peso de papel sem papel, o cinzeiro sem cinza, o anjo sem anjo, fico aquela adaga ali fora do peito. Para que serve uma adaga fora do peito? (...). ”
Trecho de Os Objetos, da escritora Lygia Fagundes Telles, em seu livro de contos Antes do Baile Verde.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
Crônica da Casa Assassinada (VII)
“ Com uma das mãos segurava a ponta da cortina, com a outra alisava-me a face. Não havia neste gesto nenhuma sensualidade, mas a minúcia, o carinho de um artista pela sua obra. Deste modo acariciou-me as pálpebras, a curva do queixo, o pescoço — e devagar sua mão desceu até a curva do meu colo.
— É bela, é bela ainda, é muito bela — disse, com a satisfação e a gravidade de um cego que já não teme nenhuma traição da realidade.
Diante de mim eu via apenas aquele rosto tumefato, que deveria ser sem expressão, e que apesar de tudo, àquela hora, iluminava-se à luz de um fogo concentrado. Abandonou-me com um suspiro, deixando ao mesmo tempo tombar a cortina:
— Assim você deve se conservar, Nina, para desespero dos homens. Ah, o que eles devem amargar com a sua beleza!
Na obscuridade, uma última vez, passou docemente a mão sobre meus olhos:
— Mas vamos, enxugue estas lágrimas; que lhe adiantam elas? As lágrimas não têm grande cotação nesse mundo; e depois, uma pessoa de sua força não deve chorar nunca.
Dizendo isso, afastou-se. Vi seu vulto submergir na penumbra, enquanto uma vaga cheirando a jasmim flutuava em sua esteira. Continuei sentada e, inexplicavelmente, tive a impressão de que mergulhara numa escuridão maior do que aquela em que estivera antes.”
Continuação da carta de Nina ao Coronel;
Crônica da Casa Assassinada - Lúcio Cardoso.
— É bela, é bela ainda, é muito bela — disse, com a satisfação e a gravidade de um cego que já não teme nenhuma traição da realidade.
Diante de mim eu via apenas aquele rosto tumefato, que deveria ser sem expressão, e que apesar de tudo, àquela hora, iluminava-se à luz de um fogo concentrado. Abandonou-me com um suspiro, deixando ao mesmo tempo tombar a cortina:
— Assim você deve se conservar, Nina, para desespero dos homens. Ah, o que eles devem amargar com a sua beleza!
Na obscuridade, uma última vez, passou docemente a mão sobre meus olhos:
— Mas vamos, enxugue estas lágrimas; que lhe adiantam elas? As lágrimas não têm grande cotação nesse mundo; e depois, uma pessoa de sua força não deve chorar nunca.
Dizendo isso, afastou-se. Vi seu vulto submergir na penumbra, enquanto uma vaga cheirando a jasmim flutuava em sua esteira. Continuei sentada e, inexplicavelmente, tive a impressão de que mergulhara numa escuridão maior do que aquela em que estivera antes.”
Continuação da carta de Nina ao Coronel;
Crônica da Casa Assassinada - Lúcio Cardoso.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Telefonema, #19
(...)
— Vai ver você se esticou e não percebeu.
— Não sei... mas as linhas da minha mão parecem mais longas. E cada minuto parece mais curto. Talvez seja isso. Mas deitada encarando as palmas da mão, como quem pede esmola ao passante, me veio a idéia de que cada minuto é um minuto a mais. Ou a menos. Ou a mais, ou a menos. Mais ou menos.
— Sim.
— Sabe, Heitor. Eu tenho me sentido muito velha ultimamente...
— É mais uma questão de gosto do que de percepção, você sabe, não sabe?

— Mais ou menos.
— É. Ou a mais, ou a menos.
(trecho)

— Vai ver você se esticou e não percebeu.
— Não sei... mas as linhas da minha mão parecem mais longas. E cada minuto parece mais curto. Talvez seja isso. Mas deitada encarando as palmas da mão, como quem pede esmola ao passante, me veio a idéia de que cada minuto é um minuto a mais. Ou a menos. Ou a mais, ou a menos. Mais ou menos.
— Sim.
— Sabe, Heitor. Eu tenho me sentido muito velha ultimamente...
— É mais uma questão de gosto do que de percepção, você sabe, não sabe?

— Mais ou menos.— É. Ou a mais, ou a menos.
(trecho)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
'Til Kingdom Come
Still my heart and hold my tongue
I feel my time, my time has come
Let me in, unlock the door
I've never felt this way before
And the wheels just keep on turning
The drummer begins to drum
I don't know which way I'm going
I don't know which way I've come
Hold my head inside your hands
I need someone who understands
I need someone, someone who hears
For you, I've waited all these years
For you I'd wait 'til kingdom come
Until my day, my day is done
And say you'll come and set me free
Just say you'll wait, you'll wait for me
In your tears and in your blood
In your fire and in your flood
I hear you laugh, I heard you sing
I wouldn't change a single thing
And the wheels just keep on turning
The drummers begin to drum
I don't know which way I'm going
I don't know what I'll become
For you I'd wait 'till kingdom come
Until my days, my days are done
And say you'll come and set me free
Just say you'll wait, you'll wait for me.
Just say you'll wait, you'll wait for me.
Just say you'll wait, you'll wait for me.
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